Ranking da Mamata

Quem mais recebeu Fundo Partidário e Fundo Eleitoral nas eleições de 2026

O fundo eleitoral nasceu em 2018 com R$ 1,7 bilhão. Hoje passa de R$ 5 bilhões — quase três vezes mais, e sai do seu bolso. Em 2022, segundo o Poder360, 1% dos candidatos ficou com 27% de todo esse dinheiro.

Votar em quem mais mama é dizer a esse sistema que está tudo certo. Não é direita nem esquerda: é o mínimo — respeito com quem paga a conta.

Não normalize a mamata.

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Como o ranking é calculado

O Ranking da Mamata mostra quanto dinheiro público cada candidato às eleições de 2026 declarou ter recebido para a campanha. Aqui está de onde vêm os números, o que entra na conta, o que fica de fora e como ler cada total.

De onde vêm os dados

  • Do arquivo de receitas dos candidatos (receitas_candidatos_2026_BRASIL.csv), parte do conjunto Prestação de contas eleitorais 2026 no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0.
  • São as receitas que os próprios candidatos declaram à Justiça Eleitoral na prestação de contas. O site não corrige nem completa esses dados: mostra o que foi declarado.
  • A cada hora o site confere se o TSE publicou uma versão nova do arquivo — normalmente sai uma por dia. Quando sai, o ranking inteiro é recalculado. A data da última apuração fica no rodapé de todas as páginas.

O que entra na conta

  • Só dinheiro público. Entram as receitas cuja fonte, no campo CD_FONTE_RECEITA do TSE, é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (código 2 — o Fundo Eleitoral, ou "fundão") ou o Fundo Partidário (código 0).
  • Fica de fora tudo o que o TSE classifica como "Outros Recursos" (código 1) — doações de pessoas físicas, recursos próprios do candidato e demais fontes privadas — e as receitas sem fonte informada (código 9).
  • Entram tanto as receitas em dinheiro quanto as estimáveis: bens e serviços pagos com esses fundos e repassados ao candidato, como material de campanha produzido pelo partido. O valor é o que o candidato declarou.
  • O número é o que o candidato recebeu, não o que ele já gastou. As despesas de campanha não entram nesta conta.

Como as linhas do arquivo são somadas

  • Para cada candidato (identificado pelo SQ_CANDIDATO do TSE), somam-se todas as receitas de Fundo Eleitoral e de Fundo Partidário, em todas as entregas da prestação de contas publicadas no arquivo — relatórios financeiros e prestações parciais.
  • Uma mesma receita pode vir desdobrada em várias linhas, uma por item — adesivos, bandeiras e santinhos de uma mesma doação, por exemplo. Essas linhas têm descrições e valores diferentes e são partes da receita, não duplicatas; por isso todas são somadas.
  • Os valores são somados exatamente como o TSE publica, sem ajustes. Se o candidato retificar a prestação de contas, a correção aparece aqui quando o TSE publicar a versão nova do arquivo.

Quem aparece no ranking

  • Presidente: 5 posições, no país. Em cada estado: Governador e Senador com 5 posições; Deputado Federal e Deputado Estadual (Distrital, no Distrito Federal) com 20 posições.
  • Os limites são de posições, não de pessoas. Quem recebeu exatamente o mesmo valor divide a posição, e ninguém empatado é cortado — por isso uma lista pode trazer mais nomes do que posições. Entre empatados, a ordem é alfabética.

Como ler cada total

Total do Brasil, na página principal
Todo o dinheiro público declarado por todos os candidatos de 2026 que receberam algum valor — não só os que aparecem nos rankings.
"Dinheiro público nos listados", na página de cada estado
Soma apenas dos candidatos que aparecem nos rankings daquele estado.
Total no alto de cada lista
Soma dos candidatos daquela lista.
Fundo Eleitoral reservado para 2026
R$ 4.961.519.777,00, valor que o TSE dividiu entre 30 partidos. O total declarado pode passar dele porque inclui também o Fundo Partidário, a verba pública anual que os partidos podem repassar aos candidatos. E o que ainda não chegou aos candidatos, ou não foi declarado por eles, não aparece.

"O que daria para fazer com todo esse dinheiro"

O total do Brasil é dividido pelo custo médio de referência de cada item, e o resultado é sempre arredondado para baixo. São contas de ordem de grandeza, para dar noção de tamanho — não orçamentos. Nas páginas de estado a comparação continua sendo sobre o total do país.

ItemCusto considerado por unidade
família no Bolsa Família por um anoR$ 8.040,00
quilômetro de rua pavimentadaR$ 1.200.000,00
policial empregado por um anoR$ 110.000,00
escola de doze salasR$ 8.000.000,00
hospital de pequeno porteR$ 25.000.000,00

O hospital é de pequeno porte (até cerca de 50 leitos); a escola tem doze salas de aula; o custo do policial militar inclui os encargos de um ano; o do Bolsa Família são doze meses de benefício para uma família; e o quilômetro de rua inclui terraplenagem, drenagem e meio-fio, não só o asfalto.

Limites dos dados

  • A prestação de contas é uma declaração do candidato. Entre receber o dinheiro e declarar há prazos legais, então os valores crescem ao longo da campanha.
  • Os nomes aparecem como o TSE publica. Candidatos que o TSE marca como "não divulgáveis" aparecem assim no arquivo.
  • Receber Fundo Eleitoral ou Fundo Partidário é legal. O ranking mostra quanto dinheiro público cada candidato recebeu; não aponta irregularidade.